Em 2007, as fazendas em Portugal plantaram uma área total de 4.199 hectares de milho geneticamente modificado. Esse número representa 3,6% do total de área destinada para o plantio de milho, o triplo do ano anterior. Após exames criteriosos, não foram encontrados campos vizinhos contendo vestígios transgênicos superiores a 0,9%.

Foram realizadas 82 inspeções oficiais portuguesas à procura de cruzamentos não intencionais de milho GM. Em 38% das propriedades, os inspetores foram incapazes de detectar milho transgênico nas plantações vizinhas de milho convencional. Em 80% das propriedades, a proporção de milho GM permaneceu em 0,3% e todas permaneceram abaixo do limite para a rotulagem, que é de 0,9%.

Os inspetores também perguntaram aos agricultores sobre as razões para usarem o milho GM. Do total de entrevistados, 86% citaram a redução da aplicação de inseticida, 69% citaram melhores rendimentos e, mais uma vez, 86% lembraram da maior qualidade dos produtos colhidos.

Os resultados da vigilância no que se refere ao milho são esboços de um relatório emitido pelo Ministério da Agricultura Português.

FONTE: GMO Compass – 15 de fevereiro de 2008