As lavouras geneticamente modificadas (GM) foram responsáveis por benefícios econômicos de US$ 44 bilhões no mundo nos primeiros 12 anos, de 1996 a 2007 – e metade disso em países em desenvolvimento. Esta foi a conclusão de um estudo recém-divulgado pela consultoria britânica PG Economics, especializada em agronegócio internacional.

O estudo, intitulado “Impacto global das culturas biotecnológicas”, analisa os impactos sobre a renda agrícola, a rentabilidade e a produtividade das quatro principais culturas GM aprovadas no mundo: soja, milho, algodão e canola.
“As culturas GM tiveram papel decisivo para o aumento na produção mundial desses quatro insumos, garantindo, por exemplo, 68 milhões de toneladas a mais de soja e 62 milhões de toneladas de milho”, diz o autor do estudo e diretor da PG Economics, Graham Brookes.

Os ganhos mais significativos, segundo o estudo, são resultantes da adoção da soja GM, especialmente decorrentes de redução de custos de produção. Nos primeiros 12 anos de aprovação das culturas transgênicas, a área cultivada com soja nos maiores produtores mundiais – Estados Unidos, Brasil e Argentina – aumentou 58%.

O estudo também indica que o impacto econômico é ainda maior nos países em desenvolvimento (no caso, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Índia, China Filipinas e África do Sul) do que nos desenvolvidos. Em 2007, por exemplo, os benefícios econômicos das culturas biotecnológicas impactaram positivamente em US$ 5,8 bilhões nos países em desenvolvimento. Nos desenvolvidos, os benefícios foram de US$ 4,2 bilhões.
“Levando em conta também os custos, o preço pago pelos agricultores pelo acesso à biotecnologia em 2007 nas quatro principais culturas GM equivale a 24% dos ganhos totais que a tecnologia proporciona”, analisa Brookes no estudo. Nos países desenvolvidos, esse custo equivale a 14% dos ganhos totais finais, e a 34% nos países em desenvolvimento.

Fonte: Portal do Agronegócio – 22 de outubro de 2009