Essa é a opinião do pesquisador Gordon Conway, ex-presidente da Royal Geographical Society, na Inglaterra, para quem o mundo está passando por uma nova revolução verde.

Mas, segundo ele, dessa revolução os alimentos orgânicos não querem participar. No entender do especialista em ecologia agrícola, a biotecnologia está criando culturas que utilizam melhor os recursos naturais e, assim, preservam o meio ambiente da expansão das fronteiras agrícolas.

Conway enfatiza que estudos científicos internacionais têm demonstrado há anos que as culturas geneticamente modificadas são economicamente viáveis e nunca fizeram mal à espécie humana, animal ou vegetal. “Desde que a engenharia genética foi introduzida na agricultura, não há relatos de incidentes envolvendo danos ao homem ou a qualquer outra forma de vida”, afirma.

Na comparação com os orgânicos, segundo o Centro de Pesquisa Elm Farm, na Inglaterra, plantações orgânicas de feijão e trigo, por exemplo, têm produtividades entre 50% e 80% mais baixas que culturas convencionais. Já aquelas provenientes de biotecnologia geralmente contam com produtividade maiores: 36% a mais para o milho e 12% a mais para soja.

Além da desvantagem na produtividade, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, constatou o que muitos pesquisadores no mundo já afirmam há anos. Ou seja, que os alimentos orgânicos não são mais saudáveis do que produtos provenientes de outras tecnologias, a exemplo dos transgênicos. Além disso, Conway enfatiza os aspectos de sustentabilidade das culturas geneticamente modificadas, comparando-as com os produtos orgânicos. “Se quisermos mais alimentos orgânicos teremos que desmatar mais florestas e gastar mais água para irrigação, enquanto com a biotecnologia temos a economia desses recursos naturais”, argumenta o pesquisador.

Há ainda a vantagem dos transgênicos sob o ponto de vista econômico, já que os alimentos orgânicos que sabidamente são muito mais caros.

Boston.com – Abril de 2010