A consultoria britânica PG Economics apresentou, no início de junho, um novo estudo sobre a adoção de lavouras geneticamente modificadas no mundo. O relatório “Impacto Global da Biotecnologia: efeitos socioeconômicos e ambientais 1996-2006”, conduzido pelos economistas Graham Brookes e Peter Barfoot, concluiu que as variedades transgênicas resultaram em significativos benefícios econômicos nesse período.

Brookes afirma que o preço mundial de alimentos, como o milho e a soja, seriam maiores caso a biotecnologia não tivesse sido amplamente adotada pelos agricultores. “Os ganhos foram mais representativos nos países em desenvolvimento”, avaliou.

As principais conclusões do trabalho são as seguintes:

  • Variedades transgênicas contribuíram significativamente para a redução da emissão de gás carbônico na atmosfera durante as práticas agrícolas. Isso aconteceu em razão da queda no uso de máquinas e, em conseqüência, menos combustíveis no campo, uma vez que as lavouras transgênicas requerem menores quantidades de aplicações de defensivos. Em 2006, essa diminuição equivaleu à remoção de 14,8 bilhões de quilos de dióxido de carbono da atmosfera, ou aproximadamente 6,6 milhões de carros por um ano;
  • Variedades transgênicas reduziram a aplicação de inseticidas em 286 milhões kg, ou 7,8% a menos, que equivalem cerca de 40% do volume anual de pesticidas aplicados nas terras aráveis da União Européia;
  • Agriculturas de países em desenvolvimento obtiveram a maior parcela dos ganhos agrícolas em 2006 (54%) e, nos últimos 11 anos, conseguiram 49% do total de ganhos (US$ 33,8 bilhões);
  • Do total da renda agrícola, 43% (US$ 14,54 bilhões) resultaram dos ganhos com maior rendimento das lavouras e o balanceamento dos custos de produção. Dois terços dos ganhos de rendimento derivam da adoção de variedades resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas.

Para baixar o estudo completo, em inglês, clique aqui.

Fonte: PG Economics – 5 de junho de 2008