O diretor-geral da Food and Agriculture Organisation (FAO), Jacques Diouf, disse que a biotecnologia, incluindo a modificação genética, será essencial para enfrentar a fome no mundo nas décadas futuras. No último mês de maio, um comunicado da FAO dizia que a biotecnologia pode beneficiar pequenos agricultores se pesquisadores e indústria fossem parceiros para direcionar adequadamente o processo para os produtores mais pobres.
A declaração feita por Diouf foi uma firme resposta a uma coalizão de ONGs, que haviam escrito ao diretor da FAO criticando o apoio dado à biotecnologia. Diouf disse ainda, em sua resposta, que não se tem expectativa de que a tecnologia GM não atenda suficientemente à fome até 2015. Mas, para 2050, a situação será diferente, já que a produção de alimentos terá crescido em torno de 60%. “Uma situação dessas requer cultivo intensivo, ganhos maiores e produtividades mais altas”, ressaltou. Para tanto, disse, é preciso utilizar as ferramentas da biologia molecular, “em particular o mapeamento genético e a transferência genética”.
Fonte: AfricaBiotech