O café – um dos nossos principais produtos agrícolas de exportação – tem proporcionado uma receita cambial de aproximadamente 2 bilhões de dólares anuais. A corrida mundial por patentes de genes pode deixar o país na dependência de patentes externas, o que vai representar no futuro a perda de competitividade de todo o agronegócio do café brasileiro. Reduzir, em até 20 anos, a resposta das pesquisas no campo da genética, levando à melhoria da qualidade da produção e da bebida é um dos objetivos do projeto de seqüenciamento do genoma do café.

Esse projeto possibilitará a obtenção de novas variedades com resistência a doenças e pragas, com reflexos diretos no custo de produção, na proteção ambiental e no incremento de 20% a 30% na produtividade dessas lavouras. O trabalho possibilitará, também, a melhora na qualidade do produto, no que diz respeito ao aroma, sabor e aos teores de cafeína, o que é uma conquista no que diz respeito a um produto com maior valor agregado. Esse trabalho está sendo realizado pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, coordenado pela Embrapa, em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp – com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento e do Conselho Deliberativo da Políticas do Café – CDPC. Participam desse projeto a UNICAMP, USP, UNESP, IAPAR, UFV, IAC, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Epamig e Incaper. Essa conjugação de esforços permitirá que o estudo seja feito em tempo recorde de 12 meses.

Mais informações: http://www.embrapa.br/cafe