Uma recente pesquisa do professor Mariam Sticklen, do Departamento de Cultivo e Ciências do Solo da Universidade de Michigan (EUA), descreve as potencialidades da engenharia genética vegetal para diminuir o custo da produção de etanol a partir da celulose. A biomassa celulósica vem sendo considerada como suprimento para a produção de bioetanol no futuro por ser um recurso renovável relativamente abundante (por exemplo, o suprimento pode manter-se mesmo com o aumento da procura mundial de etanol), além de ser uma alternativa não alimentar sem efeitos adversos sobre a segurança dos alimentos. Trata-se também de um produto com capacidade de crescer em terras não agriculturáveis com menores investimentos agrícolas. No entanto, o obstáculo para a realização em grande escala comercial do processamento deste etanol é o custo da produção, duas ou três vezes maior do que o produto proveniente de grãos.

O processo de produção do etanol-celulósico geralmente envolve o tratamento prévio da biomassa para remover a lignina e tornar a celulose acessível para as enzimas efetuarem a degradação enzimática, ou seja, conversão da celulose em açúcares simples por celulases, e a fermentação dos açúcares simples em etanol. O elevado custo de produção de celulose de etanol tem sido atribuído ao alto preço das enzimas e dos processos de energia intensiva, que geralmente exigem condições de temperatura e pressão extremas.

O trabalho descreve algumas estratégias por engenharia genética de plantas que podem ser aproveitadas para produzir a terceira geração de suprimentos de celulose e que podem ajudar a reduzir os custos do tratamento prévio das enzimas celulases. Entre as estratégias de modificações de plantas estão: a produção/acumulação de celulases em sub-componentes celulares na planta e a redução de lignina do teor/estrutura da planta.

Os detalhes destas estratégias, o status da pesquisa, bem como os desafios para o futuro também são descrito no documento da Nature no link: http://www.nature.com /nrg/journal/ v9/n6/abs /nrg2336.html

FONTE: http://www.isaaa.org /kc/cropbiotechupdate /biofuels/default. asp?Date=5/30/2008 # 2600 – 30 de maio de 2008