Uma importante enzima utilizada para preparar um agente anti-câncer pode ser capaz de ajudar a atacar melhor as células cancerosas, de acordo com os resultados publicados na revista Journal of Biological Chemistry.

Com base em um estudo prévio sobre a neocarzinostatina, uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Boston e da Universidade de Wisconsin, descobriu que uma das enzimas contidas nas bactérias utilizadas para produzir o medicamento pode ser uma promessa para a criação de compostos novos e mais estáveis a partir de compostos estruturalmente complexos da classe de antibióticos conhecida como cromoproteínas.

“Nós revelamos que a enzima tem várias especificidades, o que significa que ainda pode ser capaz de ser utilizada para fazer novas drogas”, segundo o químico da Faculdade de Boston, Steven D. Bruner, co-autor do estudo. “Com base nessas conclusões, temos trabalhado com alguns compostos mais controláveis”. Usado como um quimioterápico, a droga – um agente anti-tumoral enediyne – ataca células normais e células cancerosas. A equipe conseguiu determinar quais os componentes químicos dos antibióticos são capazes de distinguir entre células normais e células cancerosas.

As últimas pesquisas confirmaram a hipótese da equipe de que o ácido naftóico pode ser alterado para modificar drogas especificas de luta contra o câncer para alvos quimioterapêuticos específicos. Isso exigirá a utilização da engenharia genética, a fim de manipular as moléculas no interior da bactéria, que ocorre naturalmente no solo.

A engenharia genética permitirá aos pesquisadores produzir análogos de neocarzinostatina mais específicos e menos tóxicos, além de aumentar a oferta disponível da droga, diz Bruner. “Este é o início de uma abordagem para a compreensão e manipulação desses precursores químicos para fazer novas drogas”, acredita Bruner.

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