Uma nova pesquisa de cientistas do Hospital Universidade Odense, do Hospital Nacional Universitário da Dinamarca e da empresa Novozymes investigou a segurança de 19 enzimas já aprovadas e comercialmente disponíveis para serem usadas na indústria alimentícia, incluindo 13 enzimas obtidas a partir de microrganismos geneticamente modificados. Os testes contaram com a participação de 400 voluntários com diferentes tipos de alergia – leite, nozes, gatos e penicilina.

O resultado final apontou que não existe qualquer preocupação quanto ao potencial alergênico alimentar nesses ingredientes. A Federação Européia de Alergia e as Associações de Pacientes com Doenças Aéreas estimam que 4% de adultos e 8% de crianças na população européia sofrem de alergias alimentares de alimentos convencionais.

Os europeus estão propondo uma nova legislação para as enzimas alimentares. Geralmente, as enzimas usadas durante o processamento dos alimentos – inativas no produto final – não são protegidas pela legislação européia, mas no Reino Unido é regulada sob a Lei Geral do Alimento. O esboço de uma regulação, proposta em julho pela Comissão Européia, acrescentaria uma lista de todas as enzimas alimentares utilizadas na comida. Esta lista teria uma proposta tecnológica, baseada nas opiniões científicas da European Food and Safety Authority (EFSA).

Fonte: Food Navigator.com – 17 de outubro de 2006