O grupo, do qual brasileiros fazem parte, mapeou o genoma de uma bactéria que dribla o sistema de defesa do tomate.

Apesar de várias tentativas de proteger o tomate (Solanum lycopersicum) da bactéria Pseudomonas syringae pv. tomato, esse patógeno continua danificando a planta. A doença causada por esta bactéria provoca severa redução na produtividade dos frutos e na sua qualidade, apesar das técnicas de controle que têm sido utilizadas. Mesmo com variedades de tomate que combatem a doença, a bactéria desenvolveu resistência a elas também.

Os genomas de várias dessas bactérias foram mapeados para se entender como a bactéria faz para driblar as defesas da planta, e assim desenvolver novas táticas de resistência. A comparação das sequências de DNA de várias das bactérias, isoladas desde 1960, levou à identificação e análise das mutações que se distinguem nos genomas sequenciados.

A compreensão das mutações ao longo dos anos permitirá um combate mais específico à doença, inclusive indicando estratégias de engenharia genética que podem ajudar a solucionar este problema. A equipe de cientistas possui membros da Universidades de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, além de cientistas da China e dos EUA.

Fonte: Science Daily– 03 de Novembro de 2011