A European Food Safety Authority´s (EFSA) publicou, nesta semana, um documento avaliando a utilização de genes resistentes a antibióticos como genes marcadores em plantas geneticamente modificadas. A discussão é que o uso de tais marcadores poderia resultar em resistência a antibióticos em humanos e animais, como resultado de transferência para bactérias. O grupo de especialistas concluiu que a freqüência da transferência genética é muito baixa.
O diretor do grupo, Dr. Harry Kuiper, considerou que os marcadores, na maioria dos casos, continuam sendo necessários para assegurar a eficiência da seleção de eventos transgênicos nas plantas. “Da perspectiva de uma avaliação de riscos, é importante notar que a transferência de genes de resistência a antibióticos de plantas transgênicas para bactérias pode ser considerada inexpressiva”, disse Kuiper no comunicado.
Genes de resistência a antibióticos usados como marcadores são normalmente usados em pesquisas para facilitar a identificação das células transformadas geneticamente. O trabalho classificou os genes de resistência a antibióticos em três grupos, de acordo com sua distribuição biológica e levando em consideração sua atual importância para a medicina humana e veterinária. Essa classificação é importante e ajudará no estabelecimento de práticas seguras para o uso de genes de resistência a antibióticos na biotecnologia de plantas.
O documento completo está disponível no site