A obtenção de uma vacina contra a doença de Chagas está mais próxima, graças a um estudo feito na Universidade de Granada (Espanha), que analisa as proteínas capazes de ligar ácidos graxos ao tripanosoma cruzi, o parasita causador dessa doença. A doença de Chagas, uma das mais disseminadas atualmente na América Latina, não tem cura, já que só existem remédios para sua primeira fase. Mas é na etapa crônica que acontecem dolências como arritmias, cardiopatias ou inflamação do cólon.
A tese de doutorado da professora peruana Ofelia Magdalena Córdoba, que estudou proteínas capazes de ligar ácidos graxos ao tripanosoma cruzi, foi a última etapa nas pesquisas da equipe científica dirigida pelo professor Antonio Osuna. O trabalho dela, apresentado na cidade de Granada, poderia servir de base para uma vacina, com os genes que codificam certas proteínas encarregadas do transporte de ácidos graxos necessários ao metabolismo normal do parasita. Com esta vacina, as células do próprio indivíduo poderiam sintetizar estas proteínas. Assim, impossibilitariam a sobrevivência do tripanosoma cruzi, tanto em casos de infecção natural como nos adquiridos por transfusão de sangue.
Fonte: Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento