Em 2007, 13,3 milhões de agricultores de 25 países utilizaramsementes geneticamente modificadas (GM) em suas lavouras. Caso as variedadestransgênicas não estivessem devidamente aprovadas e disponíveis aos produtoresdo mundo inteiro, seriam necessários 11,7 milhões de hectares a mais de terradedicadas à soja, milho, algodão e canola para se alcançar a produção agrícolaatingida naquele ano – o correspondente a 23% de toda a áreaagriculturável do Brasil.

 

Essa é uma das constatações do relatório“Impactos Globaisdas Lavouras GM: Efeitos Socioeconômicos e Ambientais 1996-2007”,elaborado pela consultoriabritânica PG Economics, e apresentado na quarta-feira (20/05), em Washington (EUA), durante oevento Bio International Conventional.

 

De acordo com o co-autor do estudo e diretor da PG Economics,Graham Brookes, a adoção da biotecnologia agrícola vai diretamente ao encontroda necessidade atual de convergência para um mundo sustentável. “Acombinação de benefícios econômicos e ambientais verificados pelo uso de variedadestransgênicas proporcionam contribuições valiosas para o desenvolvimento de umaagricultura cada vez mais verde”, explica.

 

Para Brookes, a adoção da biotecnologia vegetal temcontribuído, desde 1996, para a redução da emissão de gases de efeito de estufaprovenientes da agricultura, diminuiu as aplicações de defensivos e impulsionousignificativamente o rendimento dos agricultores.

 

O relatório aponta como principais benefícios proporcionadospela adoção da biotecnologia agrícola:

 

  • Aredução mundial de mais de 17,2% nos impactos ambientais provocados pelo uso dedefensivos nos 12 anos avaliados, totalizando 359 mil toneladas a menos deprodutos na emissão direta no meio ambiente;
  • A diminuição correspondente a 14,2 milhões de toneladas de dióxidode carbônico liberado na atmosfera somente em 2007, devido à redução do uso decombustível nas lavouras – em consequência do menor uso de herbicidas– e da compatibilidade dos transgênicos com o uso da técnica do plantiodireto, que permite maior retenção de gás no solo. Isso representou oequivalente à retirada de circulação de 6,3 milhões de veículos por um ano.
  • Oaumento de US$ 10,1 bilhões nos ganhos econômicos dos agricultores em 2007, ede US$ 44,1 bilhões em todo período avaliado. Desse total, 46,5% (US$20,5bilhões) foram proporcionados por ganhos de produtividade e 53,5% (US$23,6bilhões) por redução dos custos de produção.
  • Amaior concentração de ganhos econômicos, cerca de 60%, em países emdesenvolvimento, em 2007.
  • Oincremento de 67,8 milhões de toneladas de soja e 62,4 milhões de toneladas demilho na produção global desses grãos, no período 1996-2007.

  • Osganhos significativos de produção das lavouras transgênicas na comparação comas plantações convencionais. Em 2007, esses ganhos alcançaram 29,8% no caso dasoja, 7,6% no milho, 19,8% no algodão e 8,5% na canola.

Clique aquipara ler o estudo completo, em inglês.