A previsão para os próximos 10 anos considera os eventos transgênicos aprovados no País até a safra 2010/2011

Nos próximos dez anos, o Brasil pode deixar de gastar cerca de US$ 80 bilhões com a adoção da biotecnologia agrícola, prevê o estudo apresentado neste mês pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) e pela Céleres Ambiental.

A estimativa leva em consideração a redução do uso de água em 133,95 bilhões de litros. Esse volume é suficiente para prover as cidades de Recife e Porto Alegre por um ano. A economia no uso de combustível seria de 1,1 bilhão de litros, ou seja, quantidade que abasteceria 465 mil veículos. Em conseqüência da economia de combustível, não seriam jogados na atmosfera 2,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), que só seriam compensados com a plantação de 22 milhões de árvores. Esses números consideram a diminuição na aplicação de pulverizações e menor consumo de combustível pelas máquinas nos próximos 10 anos.

De acordo com a pesquisa, no período de 1996 a 2009, a economia gerada pelo uso da biotecnologia foi de US$ 5,9 bilhões. Segundo o diretor da Céleres Ambiental, Anderson Galvão, responsável pelo estudo, a redução de gastos no agronegócio nos próximos 10 anos leva em consideração o aumento da taxa de adesão ao uso de biotecnologia pelo agricultor e também o crescimento da área cultivada. Os números projetados referem-se a três culturas: soja, milho e algodão.

Fonte: Céleres Ambiental – 23 de Fevereiro de 2011