Balanca-B-300x200O mistério das pessoas que têm uma dieta rica em gordura e não engordam está perto de ser solucionado. Cientistas da Escola de Biotecnologia e Ciências Biomoleculares de Sidney, Austrália, já sabiam que a proteína KLF3, naturalmente presente em mamíferos, é capaz de “desativar” genes. Para confirmar a suspeita de que esta proteína poderia estar envolvida no desligamento de genes que evitam o processo de acúmulo de gordura no corpo, os pesquisadores desenvolveram ratos geneticamente modificados (GM) que não possuíam o gene que a codifica. Resultado: os roedores transgênicos permaneceram magros mesmo após serem submetidos a uma dieta rica em gordura.

Diante dessa descoberta, o estudo se concentrou em descobrir qual era o gene que, na ausência da proteína KLF3, foi ativado. A equipe do professor Crossley, um dos líderes do trabalho, fez a análise genômica de 20 mil genes e identificou que a expressão do hormônio adipolina tinha mais que dobrado nos ratos GM. Esse hormônio, produzido pelas células de gordura, é responsável por atuar nas células sanguíneas modulando a resposta que o organismo dá à alimentação.

Quando submetidos a uma dieta rica em gorduras, os animais GM, como possuíam altos níveis de adipolina, continuavam magros e com índices de glicose estáveis. Os ratos não transgênicos, por sua vez, com uma quantidade pequena desse hormônio, engordavam e apresentavam picos nos níveis de glicose no sangue quando submetidos à mesma dieta.

Ainda não é possível saber ao certo quais os papeis da proteína KLF3 e do hormônio adipolina em humanos, mas a pesquisa pode ser o primeiro passo para tratar doenças, como obesidade e diabetes do tipo 2.

Fonte: Abril de 2013 – Universidade de Nova Gales do Sul e Revista Diabetes