Um estudo realizado nas Filipinas pelo Instituto em Pesquisa de Arroz e pela Fundação Strive indica que se podem esperar altos níveis de aceitação para o arroz transgênico por parte dos consumidores. Em cinco regiões filipinas diferentes, a vontade de plantar, comprar e vender arroz GM foi declarada pela maioria dos cerca de mil consumidores e agricultores entrevistados. O arroz é a base da dieta da população filipina e espera-se que o arroz GM desenvolvido localmente esteja disponível comercialmente até 2011.

O recente estudo também demonstrou um interesse particular dos agricultores na utilização de transgênicos para reduzir as perdas agrícolas e financeiras causadas pelas pragas. Alicia Ilaga, diretora do Programa de Biotecnologia do Departamento Filipino de Agricultura, tem respondido a essas conclusões com uma declaração de intenção de financiamento para a investigação e desenvolvimento do arroz geneticamente modificado.

Oitenta e cinco por cento dos entrevistados manifestaram desejo por mais informações sobre o arroz GM. O conhecimento sobre o assunto varia: enquanto mais de 30% de todos os perguntados tinham ouvido falar de biotecnologia e da sua aplicação em arroz, apenas 17% tinham ouvido falar dos organismos geneticamente modificados. Os consumidores urbanos foram mais conscientes das questões da biotecnologia em geral.

Em geral, tanto o arroz GM resistente a pragas quanto o arroz biofortificado seriam aceitos pela maioria dos entrevistados (entre 63% e 69%). Os consumidores parecem dispostos até a aceitar um eventual aumento de custo no caso de alimentos mais saudáveis: por exemplo, cerca de metade dos entrevistados declarou estar disposta a pagar até dez por cento a mais para o arroz biofortificado com vitamina A.

A primeira geração de variedades GM foi destinada para a redução de custos agrícolas por meio do desenvolvimento de resistência a pragas e tolerância a herbicidas, e a segunda geração envolve a produção de alimentos com níveis mais elevados de micronutrientes em plantas.

Agora, o Departamento Filipino de Agricultura tenta utilizar a combinação desses traços para beneficiar diretamente tanto os agricultores quanto os consumidores.

Num projeto atual financiado também pelo Departamento, o novo arroz “3 em 1” está sendo desenvolvido para produzir betacaroteno e para ser resistente ao tungro e ao blight bacteriano. Além de ser o primeiro arroz onde foi usada essa combinação, o arroz GM será também o primeiro a ser produzido nas Filipinas.

FONTE: GMO Compass – 25 de setembro de 2007