As pesquisadoras Allison Snow, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e Sol Ortiz e Francisca Acevedo, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat), do México, opositoras dos produtos geneticamente modificados, coletaram milho de 125 plantações em 18 regiões do Estado mexicano de Oaxaca, entre 2003 e 2004. No trabalho, publicado pela conceituada revista Proceedings of the National Academy of Science (www.pnas.org), mais de 150 mil sementes foram avaliadas e nenhum registro de troca de genes foi detectado. Os resultados são apresentados quatro anos depois da suposta descoberta da presença de gene Bt em parentes silvestres do milho e foi realizado nas montanhas do Estado de Oaxaca, a mesma região onde, em 2000, pesquisadores independentes encontraram evidências nesse sentido de contaminação por transgênicos. Os autores do estudo, liderado por pesquisadores do Ministério do Ambiente do México, disseram não ter achado evidência de que milho geneticamente modificado tenha cruzado com plantas silvestres locais em Oaxaca em 2003 e 2004. O trabalho, no entanto, enfatiza que suas conclusões só refletem condições recentes – e não o futuro.

Fonte: Fonte C. S. Prakash, AgBioView, www.agbioworld.org , August 9, 2005