Resultados de um estudo sobre o uso e os riscos do cultivo de plantas geneticamente modificadas (GM), custeado pelo governo, foram apresentados recentemente em Berna, na Suíça. Nesse trabalho, intitulado “Biossegurança em tecnologia genética não-humana” foram criadas diretrizes para o monitoramento de plantas GM.

Confira os principais resultados:

  • Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Agroscope Reckenholz-Tänikon examinaram os efeitos da canola GM sobre as abelhas solitárias, cujas larvas se alimentam exclusivamente de pólen, ao contrário das larvas das abelhas domésticas. Os cientistas concluíram que as plantas transgênicas (neste caso, a canola) resistentes a insetos não tiveram nenhum efeito negativo sobre as abelhas.
  • Outro ponto importante do estudo foi a análise dos efeitos das plantas GM sobre a biodiversidade no solo. Pesquisadores da Universidade de Berna concluíram que as plantas de três variedades de milho Bt, que produz proteínas tóxicas para insetos-praga, se decomporam na mesma velocidade que as folhas de outras variedades de milho.
  • Além disso, em vista da observação de que as lesmas, minhocas e moscas não foram afetadas pelo consumo de milho Bt, os pesquisadores declararam que as variedades testadas são ecologicamente seguras.
  • Foram feitos progressos consideráveis em relação à detecção prematura de impactos ambientais inesperados. Os organismos que podem ser usados como espécies indicadoras foram identificados, assim como aqueles que necessitam de proteção.

Fonte: greenbio.checkbiotech.org – 23 de junho de 2008