O resultado de cinqüenta pesquisas sobre o uso de transgênicos na alimentação animal – divulgados pelo site Rural Business – foram compilados e apresentados no Rio de Janeiro, na semana passada, pela norte-americana Marjorie Faust, professora de Ciência Animal da Universidade de Iowa (EUA). As conclusões revelam que a presença dos OGMs (organismos geneticamente modificados) não produziu nenhum efeito negativo às criações. Contrariando inúmeros conceitos, os estudos indicam que houve melhoria na saúde e na performance dos animais.

Um dos experimentos é de Carl Folmer, da Universidade de Nebraska (EUA). Ele analisou amostras de vacas alimentadas com ração de milho Bt, uma variedade de milho geneticamente modificado resistente a insetos. O resultado foi que os genes Bt não foram encontrados no DNA das vacas. Isso significa que não ocorreu mudança genética na carne nem no leite dos animais.

Também foram observados por Gary Cromwell, da Universidade de Kentucky (EUA), porcos alimentados com soja Roundup Ready, tolerante a herbicida e o resultado é que eles não tiveram modificações genéticas, nem alterações no sabor da carne, teor de gordura e desempenho no crescimento dos animais, tanto machos quanto fêmeas.

Aves, ovelhas e bagres igualmente não sofreram alteração genética quando alimentados com OGMs. Os trabalhos foram feitos somente com plantas já aprovadas pelos órgãos responsáveis pela regulamentação em cada país onde são produzidos. As conclusões levam a professora a considerar que a pesquisa tem grande importância, inclusive, para quebrar certos preconceitos em relação a eles. A especialista falou da falta de informação das pessoas revelada em uma pesquisa feita em dez países da Europa e da América do Norte entre 1996 e 1998, sobre o assunto. Por exemplo, nos Estados Unidos, país número um em produção e consumo de transgênicos, 61% dos entrevistados disseram acreditar que, ao comer uma fruta geneticamente modificada, uma pessoa pode ter seu DNA modificado. No Canadá, o segundo País em transgênicos, 52% pensavam que o tomate convencional não contém genes, enquanto o transgênico, sim.

http://www.ruralbusiness.com.br/noticia.asp?numero=17238