Um estudo do Flanders Interuniversity Institute for Biotechnology (VIB), na Bélgica, mostra que a Europa tem sofrido perdas econômicas por causa da moratória dos alimentos GMs. Matty Demont e Eric Tollens, pesquisadores da Universidade Católica de Leuven, basearam o estudo em dois casos de adoção da beterraba e do milho GM.

Para estimar as conseqüências da moratória dos OGMs na Europa, no período de 1996 a 2000, os pesquisadores simularam um modelo que leva em consideração a política de agricultura, o cultivo da beterraba e a tecnologia necessária para as plantações transgênicas.

De acordo com o estudo, ao não aderir ao cultivo da beterraba GM, os agricultores da Bélgica perderam aproximadamente EUR 15 bilhões (pouco mais de US$ 18 milhões) durante os últimos cinco anos. E um ganho mundial de EUR 1 bilhão teria sido atingido se fossem cultivadas as beterrabas GM.

Quanto ao cultivo do milho GM, foi estudado um caso na Espanha, em que, segundo os pesquisadores, os agricultores obtiveram ganhos de EUR 1,7 milhão anual (US$ 2,14 milhão) – atribuído à alta produtividade e ao menor custo por conta da redução do uso de pesticida. A indústria biotecnológica teve também um lucro anual de EUR 0,5 milhão (US$ 631,84 mil). Os autores estimam que 75% dos lucros obtidos foram para os agricultores e 25% para a indústria.

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