Há diferenças entre o alimento derivado da biotecnologia e o não transgênicos?

/Há diferenças entre o alimento derivado da biotecnologia e o não transgênicos?

Biólogo, doutor em Genética de Microrganismos. Atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas.

Os alimentos derivados de cultivos transgênicos são avaliados por meio de técnicas moleculares, bioquímicas e composição nutricional em relação aos não geneticamente modificados, para que se possa estabelecer a equivalência substancial. Só podem ser comercializados produtos derivados da biotecnologia que apresentem – em relação aos não transgênicos – como diferença única e exclusiva a expressão da característica intencionalmente inserida. Ou seja, com exceção dessa particularidade, os alimentos transgênicos e não transgênicos devem ser substancialmente equivalentes, com os mesmos nutrientes, proteínas, vitaminas e minerais em sua composição. Nos demais aspectos, grãos de culturas geneticamente modificadas se assemelham em tudo o que os não transgênicos contêm, sem apresentar qualquer marca que os distingam da variedade que lhes deu origem. O único caso em que a composição é alterada ocorre em transgênicos cuja principal característica seja, de fato, o melhoramento nutricional, como o arroz dourado (que concentra altos teores de betacaroteno, precursor da vitamina A) e um milho transgênico em desenvolvimento nos EUA, que reúne níveis elevados de vitamina C.

Por: Airton Vialta em 21-10-2016 | Atualizado em 17-10-2017 | Categorias: Alimentação e Saúde

Biólogo, doutor em Genética de Microrganismos. Atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas.