Pesquisadores do instituto AgResearch, da Nova Zelândia, desenvolveram forrageiras geneticamente modificadas (GM) que podem reduzir a emissão de gás metano pelo rebanho bovino.

Além disso, estima-se que esta forrageira, gerada pela inserção de três características isoladas em laboratório, possa gerar benefícios econômicos de US$ 300 milhões.

Chris Jones, diretor de Biotecnologia de Forragem da Grasslanz Technology (uma divisão do instituto AgResearch), disse que a engenharia genética era o único meio para desenvolver tais características nas forrageiras, reduzindo as emissões de metano e melhorando o ciclo do nitrogênio, beneficiando tanto os produtores quanto o meio ambiente.

As emissões de gases têm sido consideradas um problema, e representam um custo potencial para os agricultores. Os ensaios laboratoriais demonstraram que a tecnologia da forragem GM resulta em um ciclo de nitrogênio mais eficiente – com menor liberação de óxido nitroso e amoníaco – e que as modificações são capazes de reduzir as emissões do gás metano pelo gado.

Apesar dos resultados promissores, Andy West, diretor-executivo do AgResearch, ponderou que as forragens precisam ser avaliadas em campo.

A pesquisa é financiada pela Fundação para a Pesquisa, Ciência e Tecnologia (FRST, na sigla em inglês), do governo da Nova Zelândia, e por organizações agrícolas. No entanto, Chris Jones estima que ainda sejam necessários US$ 5 milhões para levar a pesquisa para a próxima etapa.

Fonte: AgroBio Colômbia – 12/08/2009