A nova técnica elimina o parasita causador da doença sem matar o mosquito transmissor

Cientistas da Universidade de Maryland, nos EUA, e da Universidade de Westminster, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova forma de controle da malária: ao invés de combater o mosquito transmissor da doença, o Anopheles, eles pretendem matar o parasita dentro do inseto.

Pesquisadores modificaram geneticamente o fungo Metarhizium anisopliae para que ele possa eliminar o parasita do sangue do hospedeiro por meio da produção de uma proteína antimalária.

Não é necessário ingestão para que o fungo penetre no corpo do mosquito. Apenas o contato já é suficiente, uma vez que o organismo geneticamente modificado agiria como uma pequena seringa hipodérmica. Em poucos dias o fungo curaria o inseto da malária.

Testes mostraram que mosquitos com o fungo geneticamente modificado têm menor possibilidade de desenvolver a doença. Os testes de campo serão iniciados na África assim que possível.

Até hoje, o combate à malária tem sido feito por meio de inseticidas e outras toxinas. Entretanto, aparecem cerca de 240 milhões de novos casos da doença por ano, em 100 diferentes países do mundo.

Fonte: Universidade de Maryland – Fevereiro de 2011