alzheimer_300x200Pesquisadores canadenses identificaram, por meio de técnicas de sequenciamento genético, um gene que pode retardar em pelo menos quatro anos o desenvolvimento do Mal de Alzheimer. A doença, para a qual ainda não há cura, é a forma mais comum de demência entre idosos e afeta 40 milhões de pessoas em todo mundo. Segundo estudo publicado no dia 15 de julho na revista científica Molecular Psychiatric Journal, uma variante de um gene chamado “HMG CoA reductase”, reduz consideravelmente os riscos de sofrer desta doença.

De acordo com o pesquisador e professor do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade de McGill (Montreal, Canadá) Judes Poirier, entre os indivíduos que possuem essa variante genética, as chances de desenvolvimento do mal diminuem 50% em mulheres e 30% em homens. Para Poirier, inibidores químicos do funcionamento deste gene causariam o mesmo efeito no mal de Alzheimer que a variedade natural do gene descoberto pelos cientistas.

Este gene já é muito conhecido entre os cientistas que trabalham na área cardiovascular, devido ao seu papel na produção do colesterol.

Fonte: Molecular Psychiatric Journal, 15 de julho de 2014