Fármacos biológicos que tratam doenças sem efeitos colaterais são desenvolvidos com ajuda da Biotecnologia

Imagine se existissem remédios mais eficazes, capazes de atacar a causa da doença de forma seletiva, evitando efeitos colaterais. Em breve, com a ajuda da biotecnologia, eles poderão estar por aí. Essa é a aposta dos pesquisadores para os denominados “medicamentos inteligentes”.

“As drogas inteligentes fazem parte de uma nova classe de medicamentos e prometem revolucionar muitos campos da Medicina nas próximas décadas”, destaca o professor Carlos Menck, presidente da Sociedade Brasileira de Genética (SBG). Segundo ele, a biotecnologia utilizada para a produção de fármacos tem sido aplicada com sucesso e hoje já existem, por exemplo, enzimas que dissolvem coágulos, utilizadas logo após um infarto, e até hormônios de crescimento humano.

No Brasil, alguns pesquisadores também já realizam estudos com os “medicamentos do futuro”. Na Universidade Estadual do Ceará, cientistas desenvolveram um leite especial que funciona como remédio para pessoas com baixa resistência imunológica. Uma cabra e um bode da raça Canindé, típica da caatinga, tiveram seu DNA modificado e receberam o gene que estimula a produção de proteínas que aumentam a resistência de portadores do vírus HIV e pacientes de câncer que tenham passado por radioterapia ou quimioterapia.

Até 2008, a agência americana que controla a produção de alimentos e medicamentos, Food and Drug Administration (FDA), aprovou o uso de mais de 400 remédios produzidos por meio dessa tecnologia. Entre os que já estão no mercado, produtos para artrite reumatóide, anemia, infertilidade, osteoporose, câncer de mama e psoríase, além de uma vacina contra hepatite B.

Fonte: SBG – 15 de junho de 2011