Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu um método de mapear geneticamente asbactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina – as temidas bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, contraídas em meio hospitalar, conhecidas pela sigla MRSA. O trabalho, publicado em janeiro na revista Science, criou um método de baixo custo para o mapeamento genético dessas bactérias, permitindo compreender melhor sua forma de migração entre os países. Isso tornará mais fácil responder a novos surtos, ou até a evitá-los.

A descoberta permite identificar não apenas a história da epidemia, os saltos que as bactérias deram entre continentes, como também a viagem que fazem de pessoa para pessoa, de enfermaria para enfermaria.

Foram usadas amostras de diferentes partes do mundo, coletadas durante 20 anos, entre 1982 e 2003. Este material permitiu estabelecer uma árvore evolutiva de uma estirpe da bactéria que é hoje responsável por 90% das infecções na China, mas não se sabia o caminho que a havia levado até lá.

Além do detalhamento da rota dessa estirpe da bactéria, o estudo também usa os avanços da tecnologia para sequenciar rapidamente todo o genoma da bactéria por um custo acessível (US$ 320).

Fonte: Ciência PT. Net – 22 de janeiro de 2009.