A iniciativa pode estimular cientistas que trabalham com outras culturas a realizar estudos de genomas comparativos.

O Projeto Genoma Café, iniciado em 2002 por pesquisadores da Embrapa Café, da Fapesp e de instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café, já desvendou mais de 200 mil sequências de DNA e identificou cerca de 30 mil genes da planta. Ao longo do segundo semestre de 2010, as sequências obtidas estão sendo colocadas em um banco de dados internacional de informações biotecnológicas, o National Center for Biotechnology Information (NCBI), que permitirá o acesso a elas. A previsão é de que até o fim do ano todo o estudo já esteja disponível online.

Segundo Luiz Filipe Protasio Pereira, pesquisador da Embrapa Café, o compartilhamento desses dados, além de divulgar o trabalho realizado no Brasil, facilitará o acesso de pesquisadores de todo o mundo à informação. “Isso permitirá firmar novas parcerias para a continuação da pesquisa”, avalia.

Para o pesquisador da Unicamp e coordenador do Projeto, Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, o estudo do genoma do café é importante, já que o Coffea arabica, a espécie mais consumida em todo o mundo, tem uma base genética estreita, tornando a planta muito suscetível a novas doenças. “O conhecimento do genoma dessa espécie vai ajudar em seu melhoramento genético, tanto pelo método tradicional, quanto por via da transgenia”, afirma Pereira.

Fonte: Embrapa – Outubro de 2010