p>Em uma declaração oficial em Nova Deli, o Governo indiano afirmou que é necessário o cultivo de safras transgênicas em larga escala para que o país consiga alimentar sua população crescente e utilizar mais a área rural para a construção de indústrias e casas.

“Quer queira, quer não, as safras transgênicas serão em breve uma realidade”, diz o Secretário do Departamento de Pesquisa Agrícola e Educação, Mangala Rai, durante uma conferência internacional sobre biotecnologia.

“Produzir mais comida com menos terras exigiria uso extensivo de safras geneticamente modificadas (GM), as quais proveriam uma maior produtividade” afirma Rai. “A auto-suficiência em alimentos é crucial, e o único caminho para se garantir isso é adotando a tecnologia de plantas GM. Não pode haver duas visões nesta discussão”, completa.

Apesar de ser o segundo maior produtor mundial de trigo, a Índia precisou importar quantidades massivas do grão nos dois últimos anos porque as colheitas não conseguiram satisfazer a demanda e encher os estoques nos níveis necessários.

Em sinal de que o governo indiano tem aumentado a atenção aos laboratórios de pesquisa – em resposta às preocupações de segurança alimentar –, foi aprovado no mês passado o primeiro campo de testes em larga escala de variedades geneticamente modificadas.

Uma nova variedade híbrida de berinjela, a qual promete melhores ganhos com uso menor de pesticidas, será plantada em locais de experimento. Rai afirma que as sementes transgênicas ajudaram a Índia a aumentar a produção entre três e quatro milhões de bales por ano (cada bale equivale a 170kg).

O país adotou o algodão Bt em 2002. Hoje a Índia é o segundo maior produtor mundial de algodão, com 28 milhões de bales até setembro deste ano, ultrapassando os EUA e permanecendo atrás apenas da China.

Fonte: Reuters – 27 de setembro de 2007