O Comitê de Aprovação de Engenharia Genética da Índia renovou, por mais dois anos, a permissão para o cultivo comercial de três variedades de algodão geneticamente modificado da Monsanto, nos estados de Madhya Pradesh, Gujarat e Maharashtra.

As variedades que receberam a renovação já estão liberadas no país desde 2002, ano em que produtores da Índia iniciaram o plantio de organismos geneticamente modificados (OGMs). Além da recente decisão, o Comitê de Aprovação de Engenharia Genética aprovou, em março, o cultivo comercial do algodão Bt nos estados do Norte: em Punjab, Haryana e Rajasthan.

Desenvolvido com o objetivo de proteger as lavouras de ataques de insetos e pragas, o algodão Bt tem inserido em seu código genético, por meio da biotecnologia, o gene da proteína de Bacillus thuringiensis, uma bactéria encontrada naturalmente no solo e que tem ação inseticida nas lavouras. Com o uso desta tecnologia conhecida como Bt, as plantações de algodão ficam protegidas contra a lagarta alabama (curuquerê), a lagarta-da-maçã e a lagarta rosada.

Segundo dados do ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), a Índia, terceiro maior produtor de algodão do mundo, aumentou em 400% sua área de cultivo com o algodão Bt em 2004, passando de 100 mil hectares em 2003 para 500 mil em 2004. Cerca de 330 mil pequenos produtores indianos se beneficiaram da redução de custos e aumento da produtividade proporcionada pela variedade.

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