Uma parceria entre a prefeitura da cidade de Kyotango e a Universidade de Shinshu, ambas no Japão, desenvolveu uma seda super resistente graças à biotecnologia. O trabalho teve início em 2007, quando o professor Masao Nakagaki inseriu genes de aranha no bicho-da-seda, que passou a produzir um fio que possuía componentes da teia do aracnídeo. A pesquisa evoluiu e hoje a seda produzida pelos insetos geneticamente modificados (GM) é composta por, pelo menos, 20% de teia de aranha.

Seda + teia

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Em novembro de 2014, foi firmado um acordo para o desenvolvimento de um produto chamado de “seda de aranha” (Spider Silk), ao mesmo tempo, mais resistente e macio do que a seda convencional. O material já foi usado para a fabricação de meias experimentais. A parceria também prevê cooperação entre a universidade e a prefeitura nas áreas de desenvolvimento industrial, capacitação de recursos humanos, pesquisa acadêmica e uso das instalações para a produção comercial do produto.

A “seda de aranha” tem potencial para ser usada em outras indústrias além da têxtil, a exemplo da farmacêutica que pode aproveitá-la como fio cirúrgico e para produção de vasos sanguíneos sintéticos.

Fonte: Universidade de Shinshu e The Asahi Shimbum, novembro de 2014