Terminou dia 25 de junho, em São Paulo, a terceira edição do Congresso Brasileiro de Agribusiness, organizado pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag). Na avaliação do presidente da entidade, Carlos Lovatelli, o saldo foi bastante positivo, com palestras integradas, que agregaram valor aos conhecimentos dos participantes.

Um dos temas mais importantes levantados na mesa de discussões foi a Lei de Biossegurança. Já há uma posição oficial da Abag, que será divulgada na semana que vem, com relação ao assunto. A legislação precisa ser aprovada urgentemente sob pena de jogar o Brasil à margem do agronegócio mundial. “O Congresso Nacional vai ter de entender que a palavra sustentabilidade resume tudo, porque não temos outra saída”, disse Lovatelli. “Para se ter um nível competitivo e sustentável é preciso se adequar a uma série de regras de mercado, o que inclui qualidade e respeito ao consumidor. Além disso, a biotecnologia é uma ferramenta importante nesse processo”, afirmou.

Essa discussão também passa pela solução de problemas como fiscalização e padronização de procedimentos em acordo com os sistemas internacionais. Isso será de grande valia para evitar bloqueios como o da soja à China e o da carne à Rússia. Lovatelli revelou que representantes da iniciativa privada da Argentina, do Brasil e dos Estados Unidos acabaram de elaborar um documento para pressionar a aprovação de especificações técnicas. O trabalho, inclusive, já foi apresentado ao ministro Roberto Rodrigues, da pasta de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O presidente da Abag prevê que, no meio da semana que vem, o texto será disponibilizado aos presidentes dos três países, aos ministros do setor e ao governo da China.

“É um documento mostrando a não-concordância com o tratamento que está sendo dado à soja brasileira pela China. Nós precisamos da China e ela precisa desses três países. Ninguém dá conta do recado sozinho, até porque eles importam 24 milhões de toneladas. Eu não vejo, em médio prazo, que essa situação não esteja mais resolvida. Seria, no mínimo, burrice”, avalia.