O Vaticano considerou que a descoberta por cientistas americanos de que o líquido amniótico – que envolve os embriões humanos em gestação no útero materno – pode ser fonte de células-tronco abre caminho para a pesquisa “eticamente admissível”.

O cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifical para a Saúde, se congratulou, em entrevista ao jornal italiano La Stampa, com o passo adiante dado pela ciência, constituído por esta descoberta que não atenta contra a vida.

Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, no Estado americano da Carolina do Norte, conseguiram extrair as células do líquido amniótico que envolve o bebê no útero de mulheres grávidas e cultivaram-nas em laboratório.

As células-tronco oferecem uma esperança no tratamento de doenças como diabetes, mal de Parkinson e mal de Alzheimer.

A conclusão dos pesquisadores é que as células amnióticas são capazes de se transformar em vários tipos diferentes de células, com grande potencial para uso em tratamentos, especialmente na criança de cuja mãe foram retiradas. Segundo o relatório, essas células-tronco já foram utilizadas para criar tecido muscular, ósseo, vasos capilares, nervos e células hepáticas.

Há um grande interesse em qualquer fonte confiável de células-tronco que não envolva a destruição de embriões, uma técnica que levou a um intenso debate ético em todo o mundo.

O acadêmico Colin McGuckin, da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha, está pesquisando o uso de células semelhantes retiradas do cordão umbilical no momento do parto.

Fonte: BBC e Estadão.com – 9/01/2007