Arctic appleMaçãs geneticamente modificadas (GM) que não escurecem depois de cortadas devem estar disponíveis para consumo em pequenas quantidades até o final de 2016. As informações são da empresa canadense que investiu na pesquisa e obteve a planta transgênica. O produto foi aprovado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) em fevereiro de 2015. Segundo o USDA, as maçãs GM são tão seguras para a saúde humana, animal e para o meio ambiente quanto suas variedades convencionais e passaram por rigorosas análises de biossegurança que incluíram 10 anos de testes em campo.

Pouco tempo após ser cortada, a maçã escurece. A razão para que isso aconteça é explicada por uma reação entre a fruta partida e o oxigênio do ar, que resulta no tom marrom da polpa. A velocidade do efeito pode ser aumentada ainda mais se houver ferro por perto, a exemplo da faca usada para o corte. A estratégia usada pelos cientistas para chegar a essa inovação não adicionou um novo gene à planta. A variedade transgênica possui inibidores do gene já existente no vegetal que produz as enzimas que causam o escurecimento.

De acordo com o desenvolvedor, a entrada das frutas GM no mercado beneficiará principalmente os produtores, pois as maçãs não precisarão mais ser descartadas por estarem escuras e amassadas. Além disso, a tecnologia pode levar a uma redução no desperdício da fruta em restaurantes e supermercados, uma vez que elas teriam uma “vida útil” mais longa.

Fonte: USDA, fevereiro de 2015