A modificação genética em maçãs pode resultar em uma forma mais sustentável de cultivo. Esse é o resultado de um estudo realizado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, sobre a resistência de 280 macieiras GMs à sarna, doença fúngica mais comum em maçãs e encontrada em todos os países que a cultivam.

As macieiras transgênicas apresentaram, nos ensaios de campo, 60% menos danos causados pelo fungo, o que significa que menos pesticidas serão necessários para manter essas árvores saudáveis. A doença da sarna afeta diretamente a qualidade do fruto, reduzindo seu preço no comércio.

A Plant Research International, uma divisão de Wageningen, foi a responsável pelo desenvolvimento das macieiras, por meio da adição de material genético de cevada, que produz uma substância que protege a cevada dos fungos invasivos. A pesquisa em laboratório mostrou que essa substância também era eficaz contra o fungo que causa sarna nas macieiras. Os cientistas deduziram, então, que colocando o material específico do DNA da cevada nas macieiras poderiam protegê-las contra a praga e também diminuir a necessidade de pesticidas químicos.

Em 2003, foi realizada uma pesquisa com árvores transgênicas a partir das variedades Gala e Elstar e também uma série de árvores de controle. No pomar onde as árvores foram plantadas, o fungo causador da sarna não foi combatido com produtos químicos. Os resultados foram positivos e os pesquisadores puderam constatar a eficiência das plantas GM, que apresentaram 60% menos danos que as árvores não modificadas.

FONTE: Checkbiotech – 15 de fevereiro de 2008