Os Estados Unidos têm mais de 144 milhões de acres de campos com cultivos biotecnológicos, mas praticamente nenhum está representado por plantas cultivadas para o mercado de produtos frescos.

O lento desenvolvimento da biotecnologia para produtos frescos deveu-se à cautela sobre atitudes do consumidor. O tomate GM Flavr Savr foi apresentado em 1992, mas encalhou em meio à resistência dos ativistas, prolongadas questões regulamentares e morna aceitação no mercado.

No entanto, a aceitação comercial da bioengenharia de maçãs não deve estar muito longe, afirma o professor Herb Aldwinckle, da Universidade de Cornell. De acordo com ele, no prazo de cinco anos já poderão existir algumas variedade de maçã que não oxidam e, num prazo maior, cerca de dez anos, maçãs resistentes à sarna da macieira e ao fogo bacteriano, doenças que atacam a plantação.

Aldwinckle disse que em Cornell há um pequeno ensaio com cinco variedades de maçãs GMs que não escurecem. A tecnologia por trás da maçã utiliza uma enzima (polifenol oxidase) e envolve apenas o “silenciamento” de genes da maçã, sem a introdução de genes exógenos.

O tempo para o processo de aprovação desta maçã pode levar até dois anos.

FONTE: CheckBiotech – 25 de julho de 2008