A adoção de lavouras geneticamente modificadas na África do Sul para subsistência está em expansão, chegando ao número de 2,4 milhões de produtores em 2006. O Relatório divulgado em outubro pelo Serviço de Agricultura Internacional do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) afirma que, neste ano, o plantio de algodão, soja e milho derivados da biotecnologia atingiu respectivamente 92%, 59% e 29% da produção total do país.

Segundo o estudo, as razões para o aumento da área cultivada com plantas GMs são os benefícios como a diminuição do uso de defensivos agrícolas e maior produtividade, além das facilidades de manejo. Em setembro de 2005, as variedades com características combinadas de resistência a insetos-praga e tolerância a herbicidas foram liberadas no país e hoje já ocupam 40% de toda a área plantada.

O plantio das novas tecnologias de milho na África do Sul passou de 14,6% em 2005 para 29,4% em 2006, o que representa mais de 455 mil hectares cultivados. Deste total, cerca de 72% dos híbridos são resistentes a insetos-pragas e o restante tolerante a herbicidas. Enquanto isso a soja GM já ocupa 59% de toda área destinada a receber esse tipo de oleaginosa.

A África do Sul tem um grande potencial de ajudar a disseminar o cultivo de transgênicos no continente africano, dada as condições de oferecer apoio financeiro, progressos tecnológicos e sistemas políticos para a regulamentação dos OGMs nos demais países. Vale destacar também que está sendo estudada a viabilidade de parceria com o Brasil e a Índia no compartilhamento de recursos da biotecnologia.

Fonte: Portal Cultivar (02/12/2006)