Os periódicos Science (www.sciencemag.org)  e Nature (www.nature.com)  publicaram edições especiais para celebrar o seqüenciamento dos genomas de dois importantes organismos, Plasmodium falciparum and Anopheles gambiae.

O primeiro é o parasita causador da malária e o segundo é o mosquito que transmite o agente causador da doença. P. falciparum é o mais letal dos agentes que causam a malária, considerando-se as quatro espécies que infectam o homem. A malária é responsável por 2,7 milhões de mortes por ano no mundo e quase 40% da população mundial vive em áreas em que existe essa doença.

Com os seqüenciamentos dos genomas, tanto do mosquito, quanto do agente causador da malária, espera-se que novas alternativas para o controle da doença sejam desenvolvidas, a exemplo de vacinas, medicamentos mais eficazes ou ainda mosquitos geneticamente modificados. O conhecimento do genoma do mosquito pode ser útil para o controle de outras doenças de seres humanos, como filariose (elefantíase), dengue e febre amarela. Os autores do seqüenciamento genômico do mosquito acreditam que as informações obtidas podem ser usadas de três formas diferentes no combate à doença: no controle das populações dos mosquitos a partir dos seus dados genéticos; na localização de genes responsáveis pela resistência dos mosquitos aos inseticidas e na identificação dos mecanismos que facilitam a ingestão de sangue – um hábito comum desses mosquitos – e que pode ser modificado a partir da quebra dos sinais metabólicos que permitem a localização das presas do inseto. Leia a íntegra da matéria, em inglês, publicada pela AGBiotechNet (http://www.agbiotechnet.com/)