Instituto Internacional de Agricultura Tropical da Nigéria (IITA) desenvolveu uma nova variedade geneticamente modificada de aipim (mandioca), a TMS92/0067, que é adaptada para ótimo crescimento em regiões secas ou propensas à seca.

Com a variedade, os agricultores de áreas semi-áridas da África subsaariana poderão beneficiar-se com rendimentos de 6 a 10 vezes melhores. Segundo o IITA, essa nova variedade foi testada extensivamente nos campos dos agricultores na África Ocidental, em Burkina Faso e Chade e, na África Central, na República Democrática do Congo.

No teste, o aipim GM demonstrou uma elevada resistência a doenças como à mancha bacteriana causada por Xanthomonas axonopodis e ao mosaico da mandioca. Ele também mostrou excelentes qualidades para acolher Typhlodromalus aripo, um agente de controle biológico eficaz contra o ácaro verde e para produzir farinha de mandioca de alta qualidade.

A variedade TMS92/0067 foi oficialmente lançada pelo Ministro da Agricultura para os agricultores na República Democrática do Congo em maio deste ano. No início do próximo ano, com o financiamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, o IITA distribuirá a variedade a 3000 agricultores para aumentar a produção de mandioca e diversificar a sua utilização. Além disso, o IITA e seus parceiros têm planos para distribuir a variedade para agricultores do semi-árido em outros países.

Para Rachid Hanna, um entomólogo do IITA, a distribuição desta variedade terá um grande adoção por parte dos agricultores. “E devo dizer que os agricultores adoram esta variedade, porque ela pode ser comida fresca ou em ´akwese´ (um bolo local de mandioca)”.

A nova variedade deve frear a escassez de alimentos e os efeitos adversos das alterações climáticas na África. Com o aumento da procura de mandioca como matéria-prima para muitas indústrias no continente, os cientistas consideram que esta nova variedade vai garantir o abastecimento constante do cultivo em regiões áridas, onde os agricultores lutam para produzir quantidades economicamente significativas.

FONTE: ArgenBio 20.11.2008