A técnica garantiria uma fonte renovável e sustentável deste composto.

A engenharia genética, teoricamente, pode transformar plantas em biofábricas produtoras de compostos que hoje são obtidos quimicamente com base em derivados do petróleo. Uma pesquisa feita por Cientistas do Departamento de Energia Norte-Americano (DOE) torna a teoria mais próxima da prática. Eles desenvolveram uma planta geneticamente modificada (GM) que produz níveis industrialmente relevantes de compostos que poderiam ser usados como matéria-prima para fazer plásticos.

Segundo o bioquímico John Shanklin, que liderou o estudo, uma nova atividade metabólica permitiria que plantas produzissem um tipo de ácido graxo que pode ser usado como precursor de blocos químicos que compõem plásticos. Essa nova fonte de matéria-prima seria renovável e sustentável, diferentemente das fontes de petróleo.

“Ainda são necessárias tecnologias que convertam de maneira eficiente os ácidos graxos em blocos químicos, mas a pesquisa aponta as plantas como fontes potenciais de matéria-prima”, afirma Shankiln. A pesquisa está disponível em versão online no site da revista Plant Physiology, e será publicada na versão impressa no mês de dezembro.

Fonte: Plant Physiology – 15 de Outubro 2010