Um estudo realizado nos Estados Unidos, usando simulação em computador, sobre a exposição dos reservatórios de água aos produtos químicos usados na lavoura, concluiu que as plantações de milho geneticamente modificado tolerante a herbicida contribuem para a pureza dessas águas. O trabalho, liderado pelo cientista R. Don. Wauchope, foi feito no Meio-Oeste americano – onde as sementes transgênicas são amplamente usadas – e publicada na revista Pest Management Science. De acordo com o estudo, nas áreas onde o milho geneticamente modificado tolerante a herbicidas é cultivado, a contaminação da água é menor devido à possibilidade de utilização de herbicidas apenas após o plantio, quando aparecem ervas daninhas. Já nas lavouras convencionais, usam-se herbicidas antes e durante o cultivo. É por isso que de acordo com as simulações, o cultivo de milho transgênico possibilita reduções consideráveis nas concentrações de herbicidas registradas em mananciais e nos riscos de contaminação dos seres vivos.
As experiências foram feitas com milho geneticamente modificado tolerante ao herbicida glufosinato (em avaliação pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio – para comercialização no Brasil) e com a soja Roundup Ready, aprovada pela CTNBio para comercialização, mas que ainda não está no mercado brasileiro devido a liminares judiciais que impedem seu cultivo em escala comercial.
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