Pesquisadores da Universidade de Neuenburgo, na Alemanha, utilizaram a engenharia genética para devolver ao milho um odor que o defende de pragas. Ao exalar este cheiro, a planta atrai nematóides que se alimentam das larvas dos insetos que atacam na raiz do milho.

O milho originalmente emite certos odores para combater diversos insetos. Em parceria com colegas do Instituto Max Planck para Ecologia Química, em Jena, também na Alemanha, os cientistas descobriram que muitas variedades de milho dos Estados Unidos não produzem mais a substância responsável pelo odor que combate a lagarta que ataca a raiz da planta. Essa variedade de praga, muito comum na América do Norte, gera prejuízos anuais que podem chegar a US$ 1 bilhão.

Os pesquisadores transferiram para uma variedade de milho um gene do orégano que controla a liberação de moléculas aromáticas. Assim, segundo eles, a nova tecnologia mistura controle biológico e biotecnologia.

A nova variedade geneticamente modificada já foi testada no campo nos Estados Unidos, com excelentes resultados. O número de lagartas na raiz foi reduzido em 60% na comparação com o milho convencional, ou seja, um resultado similar ao conseguido com o uso de inseticidas.

Segundo os cientistas, variedades de milho cultivadas na Europa ainda produzem a substância que atrai os nematóides capazes de matar as larvas das lagartas. Mas a opção de cruzar essas variedades com as plantadas na América do Norte para transferir essa característica levaria tempo demais.

Agora, os pesquisadores tentam melhorar o sistema de defesa do milho e reconhecem que a tecnologia poderá ser aplicada também a outras culturas.

Para ler o resumo da pesquisa em inglês, acesse: http://www.pnas.org/ content/early/2009/07/ 31/0906365106

Fonte: http://www.gmo-compass.org /eng/news/462.docu.html – 20/08/2009