Variedades geneticamente modificadas de milho tolerantes à seca estão prontas para sair das estufas para o campo na África do Sul. Os experimentos no meio ambiente aguardam apenas a luz verde da regulamentação.

Os pesquisadores da Universidade da Cidade do Cabo introduziram no milho quatro genes de uma planta indígena resistente à desidratação, a Xerophyta viscosa, comumente conhecida como a “planta da ressurreição”. A equipe de pesquisa levou cinco anos para identificar os genes que dão à X. viscosa a habilidade de resistir a uma desidratação de até 95% e transferir este material genético para o milho.

Os genes da X. viscosa agem como um sinal, avisando a planta de milho quando ela deve passar para um estado de sobrevivência que economiza energia, quando começa a desidratação. Espera-se que as plantas modificadas suportem as condições ambientais que normalmente resultam em grandes perdas nas colheitas, como o atraso das chuvas.

“Estamos prontos para ver como será o desempenho do milho em uma das áreas mais secas da África do Sul”, disse a microbiologista Jennifer Thomson, chefe do projeto, à SciDev.Net. A cientista espera iniciar os testes em 2010, depois de passar pelos processos regulatórios de biossegurança da África do Sul. Os campos de teste serão conduzidos em condições controladas e com a assistência do Departamento de Agricultura.

O projeto de US$ 670 mil foi financiado pela entidade The Maize Trust. Leon du Plessis, chefe da The Maize Trust, disse que levará alguns anos até que o projeto de Thomson tenha seu sucesso calculado.

Fonte: http://www.scidev.net/en /news/drought-hardy-maize- ready-for-field-trials-1.html – 07/10/2009