Um estudo da consultoria britânica PG Economics mostra que a adoção de milho geneticamente modificado (GM) propiciou importantes benefícios ambientais e econômicos à União Europeia (UE). Esses benefícios, no entanto, podem ser ainda maiores, apontou o documento, divulgado na primeira semana de junho.

Segundo o autor do estudo e diretor da PG Economics, Graham Brookes, no geral a adoção de milho transgênico resistente a insetos na UE contribuiu para a redução na pulverização de inseticidas, melhorou a qualidade do milho e impulsionou, de forma significativa, o rendimento dos agricultores.

Em regiões produtoras de milho muito afetadas por pragas, a produtividade do milho GM foi, em média, 10% superior à do milho convencional. Em 2007, os usuários do milho resistente a insetos tiveram um adicional de renda médio de 186 euros por hectare. Considerando todos os usuários da tecnologia, o aumento total de rendimento dos agricultores em 2007 foi de 20,6 milhões de euros.
Mas Brookes aponta um potencial de rendimento direto, ao ano, entre 160 milhões e 247 milhões de euros, levando em conta o potencial para adoção do milho GM: entre 2,25 milhões e 4 milhões de hectares. Atualmente, segundo a PG Economics, apenas de 8% a 12% desse ganho tem sido aproveitado. Além disso, a redução no uso de defensivos poderia proporcionar também uma economia entre 400 mil e 700 mil quilos de ingredientes ativos de inseticidas – mas a taxa atual responde por apenas 14% a 25% desse potencial. Os benefícios ambientais, portanto, também poderiam ser maiores.

Em relação à recente proibição ao plantio de milho Bt na Alemanha, Brookes afirma que a decisão é prejudicial apenas para o próprio país. “A tecnologia tem feito importantes contribuições para aumentar rendimentos dos produtores, reduzir riscos de produção e aumentar a produtividade. Esses benefícios estão sendo negados aos produtores de alguns membros da UE, como Itália, França, Áustria e Alemanha. Mas quem perde com isso são eles mesmos”, analisou.

Para acessar a íntegra da pesquisa da PG Economics, em inglês, clique aqui: http://www.pgeconomics.co.uk /pdf/ btmaizeeuropejune2009.pdf

Fonte: Jornal da Cotrijal – Junho de 2009