Cientistas britânicos recriaram em laboratório partes do fígado humano. Nico Ferraz e Colin McGuckin, pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, e coordenadores do projeto, disseram que em até 15 anos a técnica pode ser usada para recuperar regiões do fígado de pacientes doentes. O órgão, com menos de três centímetros, foi gerado a partir de células-tronco do cordão umbilical e poderá ser usado para testar novas drogas, evitando o uso de animais. A Nasa também interveio no processo. Segundo a agência espacial, o tecido foi gerado usando-se um biorreator de forma a simular o efeito da gravidade zero. Os pesquisadores observaram que as células se reproduzem a uma maior velocidade quando submetidas a uma “falta de pressão”.

Os primeiros testes em pacientes graves estão sendo realizados no hospital de Northwick Park, em Londres. Porém, os pesquisadores ressaltam que “existe um longo caminho a percorrer, mas os resultados não deixam de ser animadores”.

O transplante hepático, procedimento mais comum, é a cirurgia que consiste na retirada do fígado doente de uma pessoa que sofre de doença hepática doado por alguém com morte encefálica, ou parte do fígado de um doador vivo. No dia 5 de agosto de 1968, o grupo do Professor Ernesto Lima Gonçalves da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, realizou com sucesso técnico o primeiro transplante de fígado do Brasil e da América Latina.

Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, o transplante hepático vem crescendo ano a ano no Brasil. Em 1999, foram realizados 361 transplantes de fígado; em 2003, 792 transplantes e 928 em 2004. “A sobrevida pós-transplante chega a 90% em um ano e os indivíduos retornam gradualmente à sua vida normal, que inclui atividades de trabalho, exercícios, alimentação normal e atividade sexual“ afirma a Dra. Andréa Cavalcanti, médica da Unidade de Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Português.

Fonte: Equipe Biotec AHG – Marcos Siqueira; Colaboração – Denise Balani -15/12/2006