O primeiro caprino transgênico da América Latina, produzido na Universidade Estadual do Ceará (Uece), em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) morreu após 17 dias de vida em conseqüência de uma inflamação nos rins (nefrite) .
Dos 14 cabritos – nove machos e cinco fêmeas – nascidos de cabras que gestaram os embriões geneticamente modificados, Carlos, como foi chamado, é o único que teve detectada a presença do gene G-CSF, associado às defesas do organismo. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que a morte do animal não teve nenhuma relação com o fato de ter recebido um gene humano.
O objetivo da pesquisa é produzir leite com substâncias imunorreguladoras que possam ser usadas no tratamento de doenças como câncer e aids. O trabalho terá continuidade em 2007.
Caprinos transgênicos já foram produzidos no Canadá, Coréia do Sul e EUA. O brasileiro é resultado de projeto de R$ 1 milhão, financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Os pesquisadores chegaram a Carlos – chamado assim em homenagem a um dos integrantes da equipe da Uece e ao Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ – por meio de uma técnica denominada microinjeção embrionária.

Fonte: Jc Online – 25 de outubro de 2006