Uma pesquisa realizada nas Ilhas Caimã, no Caribe, busca uma alternativa para o combate ao mosquito da dengue. Cientistas modificaram geneticamente alguns machos do Aedes aegyptis (mosquito vetor da doença) para que, quando copulassem com as fêmeas, gerassem uma prole que morre ainda na fase de larva. Dessa maneira, os mosquitos não chegariam à fase adulta, ocasião em que podem transmitir a dengue. Os insetos transgênicos foram soltos e concorreram com os machos não-GM pelas fêmeas.

Segundo os pesquisadores, houve uma redução de aproximadamente 80% nos casos de dengue no local. Uma experiência similar, já foi realizada em Juazeiro do Norte, Bahia, em 2012. No caso brasileiro, a queda no número de pessoas infectadas foi de 90%.

Cientistas acreditam que a engenharia genética possa ser uma saída para conter a epidemia de dengue em alguns países. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em todos os anos, apareçam entre 50 e 100 milhões de novos casos de dengue.

Fonte: Science and Development Network, Setembro de 2012