Os consumidores que apreciam a lentilha em breve vão poder contar com uma nova e saborosa fonte de proteína para usarem em saladas, sopas e outros pratos.

A nova variedade geneticamente modificada desenvolvida por cientistas norte-americanos chama-se Essex e deve estar pronta para comercialização em 2011. A intenção é produzi-la nas terras do Pacífico Norte e o principal mercado seria a América Latina. A planta apresenta uma boa performance: comparada com as outras duas variedades do mercado (Eston e Athena), a Essex tem bom rendimento de sementes e oferece bactérias de fixação de nitrogênio para cultivo de trigo.

A Essex foi escolhida para licenciamento público pelos resultados que apresentou em campos de experimento conduzidos nos últimos anos no Estado de Washington. Durante estes experimentos a Essex teve um rendimento 21% maior que o de outras duas variedades. As plantas da Essex amadurecem no mesmo tempo da Eston, produzindo pequenas sementes com o interior amarelo e uma casca verde. Os níveis de proteína são de 20 a 30% do peso seco, as sementes possuem maior concentração de fibras, minerais e vitaminas.

A nova variedade possui uma relação benéfica com microrganismos específicos do solo, colonizando as raízes com bactérias que possuem a habilidade de transformar nitrogênio da atmosfera na forma utilizada para o crescimento da planta. Dessa maneira, ajudam na reposição deste elemento no solo e fertilizando-o para plantios subsequentes, como o de trigo e outros grãos. Outro benefício do sistema de rotação de culturas com esta variedade de sementes pequenas incluiriam a redução de erosão do solo, melhoria de controle de sementes e redução de incidência e gravidade de doenças.


USDA Agricultural Research Service – 17 de março de 2010