Pesquisadores do Instituto de Biologia Molecular e Células da Universidade Nacional do Rosário (IBR), na Argentina, descobriram algo que pode abrir um caminho alternativo ao combate da brucelose e do cólera: uma proteína chave do processo de respiração de bactérias. O trabalho foi publicado na revista Nature Chemical Biology.

O foco dos estudos é o papel da enzima citocromo oxidase, proteína que catalisa reações químicas e interfere nas respirações das células. Para que ela funcione corretamente, necessita de cobre, que, em quantidades adequadas, faz com que a respiração celular ocorra de modo certo; contudo, grandes quantidades do metal são tóxicas.

Em seres humanos e em bactérias, a respiração celular depende desta proteína que, para que execute o trabalho de maneira ideal, necessita de uma série de íons metálicos que são acrescentados ao longo da síntese. Até agora pensava-se que a encarregada desta tarefa era a proteína Sco1, presente tanto em humanos como em bactérias, mas o investigadores comprovaram que a Sco1 não funciona como se pensava.

Por meio de um extenso trabalho bioinformático, os cientistas notaram que nos genomas de bactérias, ao lado do gene da proteína Sco1, havia outro que sintetizava uma proteína de função até então desconhecida. Os estudos mostraram que esta proteína, denominada PCuAC, é responsável por acrescentar íons metálicos de cobre para a respiração celular em bactérias.

Segundo os cientistas, a descoberta abre caminho para o desenho de novos antibióticos.

Fonte: La Nacion – 4 de setembro de 2008