De acordo com a consultoria PG Economics, o plantio de grãos geneticamente modificados reduziu a emissão de CO2 e a aplicação de defensivos nas lavouras

São Paulo, 15 de abril de 2011 – O mais recente relatório sobre o impacto global dos cultivos geneticamente modificados (GM) ou transgênicos aponta que a biotecnologia continua promovendo benefícios socioeconômicos e ambientais e está contribuindo positivamente para a produção global de alimentos e para a segurança alimentar.

Lançado esta semana no Reino Unido, o levantamento – que reúne os dados de 1996 a 2009 – indica que a adoção de transgênicos contribuiu para reduzir a emissão de gases de efeito estufa provenientes da agricultura, diminuiu a pulverização com defensivos e aumentou significativamente os rendimentos dos agricultores, especialmente nos países em desenvolvimento.

“A tecnologia também fez relevantes contribuições para aumentar a produtividade e ampliar a produção global de culturas-chave”, afirmou Graham Brookes, diretor da PG Economics, coautor do relatório.
 
Os principais resultados do estudo são:

– Redução na emissão de gases de efeito estufa – As culturas GM contribuíram para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito de estufa provenientes das práticas agrícolas. Isso é resultado da redução do consumo de combustível nos maquinários (em razão da diminuição de aplicações de defensivos) e armazenamento adicional de carbono no solo em áreas de preparo reduzido. Em 2009, foi equivalente à remoção de 17,7 bilhões quilos de dióxido de carbono da atmosfera (ou igual à remoção de 7,8 milhões de carros das ruas por um ano);

– Redução de defensivos – De 1996 a 2009, a diminuição das pulverizações de pesticidas em lavouras transgênicas foi equivalente a 393 milhões/kg (-8,7%). Assim, o impacto ambiental associado ao uso de herbicidas e inseticidas sobre a área plantada com culturas GM caiu 17,1%;

– Diminuição da erosão do solo – Plantas GM tolerantes a herbicidas têm facilitado a adoção do plantio direto em muitas regiões, especialmente na América Latina. A prática tem contribuído para a redução da erosão e para melhorar os níveis de umidade do solo;

– Ganhos econômicos para os produtores – A parcela dos ganhos de rendimento agrícola, tanto em 2009 quanto cumulativamente (1996-2009), foi de cerca de 50% para agricultores de países desenvolvidos e em desenvolvimento;

– Aumento da produção de alimentos – Desde 1996, a adoção da biotecnologia na agricultura acrescentou 83,5 milhões de toneladas de soja e 130,5 milhões de toneladas de milho à produção mundial. A tecnologia também contribuiu com um acréscimo de 10,5 milhões de toneladas de algodão em pluma e 5,5 milhões de toneladas de canola;

– Redução da área de plantio – Para alcançar os mesmos níveis de produção mundial de algumas culturas em 2009, a necessidade de expansão de terras teria aumentado se não tivessem sido usados os grãos GM. Teria sido indispensável o plantio adicional de 3,8 milhões de hectares de soja, 5,6 milhões de hectares de milho, 2,6 milhões de hectares de algodão e 0,3 milhões de hectares de canola. Essa área total seria equivalente a cerca de 7% da terra arável dos Estados Unidos ou 24% da terra arável do Brasil.

Sobre a PG Economics – PG Economics Limited foi fundada em 1999 e é empresa especializada em serviços de assessoria e consultoria para a agricultura e outros recursos naturais, indústrias baseadas em recursos. Suas áreas específicas de especialização são a biotecnologia vegetal, sistemas de produção agrícola, os mercados agrícolas e de política.

Fonte: PG Economics – 13 de abril de 2011