Uma nova pesquisa com células-tronco embrionárias foi realizada na University of Nottingham, na Inglaterra, para testar o comportamento dessas células na formação dos cardiomiócitos, células presentes nas fibras da musculatura do miocárdio que auxiliam na contração. O coração é um órgão oco formado pelo músculo estriado cardíaco (miocárdio) que tem contração involuntária.

Os pesquisadores ingleses vão monitorar, em tempo real, a diferenciação das células-tronco em cardiomiócitos por meio de um sistema que está sendo desenvolvido e que usa a eletrofisiologia. A técnica da eletrofisiologia ou estudo eletrofiosiológico é o mapeamento do coração para a detecção de problemas cardíacos. Com esse mapeamento pode-se diagnosticar distúrbios no batimento cardíaco, como a bradicardia (diminuição dos batimentos) ou taquicardia (aumento dos batimentos).

Os cientistas daquela universidade esperam conseguir coletar informações acerca da atividade elétrica dos cardiomiócitos originados das células-tronco. Essas informações, em longo prazo, servirão para auxiliar no uso das células-tronco na regeneração do tecido do coração do paciente acometido pelo infarto.

Obstáculos

Apesar de o uso de células-tronco para o desenvolvimento dos cardiomiócitos ser uma realidade, o Dr. Chris Denning, da University´s Wolfson Centre for Stem Cells, Tissue Engineering & Modelling, aponta algumas barreiras a serem transpostas para o seu uso. Uma delas é que as células-tronco embrionárias são difíceis de serem usadas de forma imediata além de serem caras de se produzir em laboratório. Outro ponto que mereceu destaque refere-se ao número de cardiomiócitos a serem produzidos. Os pesquisadores conseguem produzir alguns milhões de células, no entanto, para o tratamento de um coração enfartado seria necessário um bilhão destas células.

O Dr. Denning comenta também a dificuldade que os pesquisadores estão tendo de colocar as células-tronco no coração sem que elas sejam arrastadas e sobrevivam funcionando corretamente. No projeto também estão sendo realizados testes com novas drogas, pois alguns medicamentos causaram centenas de mortes nos EUA. entre os anos de 1990-2001. o que os pesquisadores pretendem é diminuir as ocorrências de mortes inesperadas.

Fonte: Biotec AHG – 2 de agosto de 2007-08-20